Energia Elétrica Pode Comprometer o Desenvolvimento Industrial brasileiro

Apesar do Brasil possuir 12% dos recursos hídricos do planeta e ser geograficamente eficiente para geração de energia solar, corre riscos de apagão por falta de estratégia.

Apesar do Ministro de Minas e Energia afirmar que não haverá apagão, há chances de racionamento de energia elétrica, de acordo com a afirmação a principal causa é a já conhecida crise hídrica da época de seca. Neste ano, de acordo com o governo, os reservatórios de todo o país estão com índice abaixo de 50%, e na maioria muito abaixo desta marca, a pior situação é do Sudeste/Centro-Oeste cerca de 19,58%, seguida pela região Sul com 28,43%, Norte com 28,85% e a Nordeste 47,18%. 

 

Produtores de leite, granjeiros, fumicultores, além de outras atividades agropecuárias, comércio varejista, postos de gasolina, geladeiras de vacina, bancos de sangue e outros locais que não podem ficar sem abastecimento elétrico temem pelas perdas, que vão em alguns casos além de prejuízos financeiros.

 

Recentemente foi aprovado pelos deputados e senadores a venda de parte da Eletrobrás, o que de fato acontece é que detendo menos de 51% da empresa, o governo deixa a direção da estatal que vai para o comando do mercado financeiro através dos acionistas. A empresa deixa de ser administrada pelo governo e passa a ser administrada para gerar lucros para acionistas, incluindo o próprio governo.

 

Antes de ser criada, o Brasil vivia uma época de apagões e racionamentos e parte dos industriários e empresários apontavam para a escassez de energia como causa do atraso do desenvolvimento industrial no país, e então foi proposta em 1954 a criação da estatal no Congresso Brasileiro por Getúlio Vargas.

 

Vargas não viu a Eletrobras tornar-se realidade, a proposta se arrastou pelas comissões do Senado e da Câmara e só conseguiu sair do papel oito anos e quatro presidentes da República depois, sendo o projeto aprovado em 1961 e a empresa funcionando de fato em 1962.

 

 


Pouco tempo após sua criação a Eletrobras incorpora suas grandes concorrentes, a Amforp que foi comprada pela estatal em 1964 e a Light, comprada em 1979. Aumentando a capacidade instalada no Brasil entre 1960 e 1980 em mais de 600%, o salto foi de 5 GW para 34 GW, de fato gerando o “milagre econômico brasileiro” da década de 1970.

 

Com se já não bastasse a crise sanitária que estamos vivenciando por conta da pandemia, o Brasil está correndo sérios riscos de uma crise também no setor elétrico, soluções estão sendo propostas e desenvolvidas por setores da indústria como é o caso da energia solar.

 

Sistemas de energia solar fotovoltaica estão por trás de uma nova onda de desenvolvimento industrial desta década, especialmente no Brasil, que assim como é abundante em recursos hídricos é também abundante em luz solar, sendo um dos países que mais tem capacidade de geração para os sistemas.

 

Existem sistemas brasileiros que além de gerarem energia para ser consumida instantaneamente, eles armazenam parte da energia para ser utilizada quando a própria rede distribuidora não fornece, por algum pane, acidente ou falta de geração mesmo

 

A empresa brasileira NHS que há mais de 30 anos atua como fabricante de nobreaks, entrou há poucos anos no segmento de energia solar através de um inversor híbrido, uma tecnologia chamada de 24x7 a solução promete trazer liberdade aos clientes geradores de energia, que não ficarão sem energia mesmo se houver falhas na distribuidora. Através de uma parceria entre setor privado e público para o desenvolvimento, o NHS QUAD HÍBRIDO pode ser o primeiro inversor que tem funcionalidade on grid (injeta energia na rede) e off grid (sistema de baterias) fabricado no país.

 

 

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