Consumidor pagará ainda mais pela energia elétrica

Com base nas simulações do acionamento das termelétricas do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o Governo eleva a estimativa de gastos com este tipo de geração de energia, mais caras e poluentes que usinas hidrelétricas e usinas solares.

Diferente a informação de junho deste ano, a nova estimativa do Governo representa um aumento de 45% de gastos com usinas termelétricas, o que representa mais um aumento nas contas de energia declara o Ministério de Minas e Energia.

De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que já projetava um aumento de 5% nas contas de luz para 2022, o custo da geração de energia através das termelétricas pode fazer este número aumentar ainda mais. As bandeiras tarifárias já sofreram aumento, principalmente a bandeira vermelha de patamar 2 em que estamos atualmente teve um reajuste de 52%. Sem contar que a regra é que se a arrecadação com estas bandeiras ainda não cobrirem os custos de produção, um novo valor ainda será repassado para as contas de energia.

As novas regras aprovadas pelo Governo para enfrentar a crise hídrica abriu espaço para este reajuste quando garante mais poderes para o Ministério, que por sua vez adotou medidas para preservar a água dos reservatórios e consequentemente levou ao acionamento destas usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia, fazendo elevar a previsão de gastos que foi de R$9 bilhões para R$13,1 bilhões.

"O custo adicional de despacho termelétrico esperado até novembro aumentou em razão das medidas de flexibilização adotadas, que têm permitido o maior armazenamento de água nos reservatórios e, por consequência, a maior utilização de termelétricas para atendimento à demanda do sistema”, informaram o ministério e a Câmara de Comercialização.

Já em junho entrou em vigor a bandeira vermelha patamar 2 para cobrir os custos do aumento de geração de eletricidade por usinas termelétricas, batendo um recorde nestas últimas semanas a geração chegou a 19,2 megawatts, um recorde histórico.

Com o objetivo de manter o nível dos reservatórios para que as hidrelétricas continuem produzindo energia até novembro, que geralmente marca o fim do período da seca, principalmente nos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste responsáveis por quase 70% da geração de energia de todo o país.

Sem perspectivas de chuvas nestas regiões, se estima uma queda ainda de 4% no nível até final deste mês de julho e com a demanda crescente de energia, devido a um acentuado crescimento da economia, a ONS estima que os reservatórios atinjam 10,3% de seu nível até novembro, uma marca menor em 20 anos graças a falta de chuvas e a degeneração das nascentes, que já é considerada a pior dos últimos 91 anos, desde que iniciaram a medição.

Trabalhadores do ramo de energia solar já vem cobrando do Governo melhorias nas condições e mais subsídios para que esta energia renovável e praticamente infinita chegue com mais facilidade para todos, sejam eles usuários pequenos, como os produtores de energia solar domésticos e empresários, como medida que alivia a demanda energética, diminui as perdas das redes e consequentemente adia o acionamento das usinas termelétricas.

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